Glossário
Cada termo, em linguagem simples
Todos os termos usados no Simulador e no Radar. Os ícones “?” dessas telas trazem para cá.
- Lance ofertado
Percentual do crédito que um consorciado propõe pagar adiantado para tentar ser contemplado antes do sorteio.
Na assembleia mensal, além dos sorteios, o grupo abre a disputa de lances. Cada participante oferece uma parte do crédito e vence quem oferecer o maior percentual.
O lance é sempre expresso em percentual do crédito. Num crédito de R$ 100.000, um lance de 30% equivale a R$ 30.000.
O valor ofertado abate parcelas ou reduz o prazo, conforme o regulamento do grupo.
- Lance livre
Você escolhe o percentual que quer ofertar. Ganha o maior lance da assembleia.
É a modalidade mais comum. Não há teto definido além do próprio saldo devedor da cota.
Como o vencedor é o maior percentual, o histórico de lances vencedores do grupo é o melhor termômetro do quanto costuma ser necessário ofertar.
- Lance fixo
Percentual definido pelo regulamento, igual para todos. Empate é decidido por sorteio entre quem ofertou.
O grupo define um percentual único (por exemplo, 30%). Quem quiser concorrer oferta exatamente esse valor.
Como todos ofertam o mesmo, a contemplação é decidida por sorteio entre os ofertantes — a chance depende de quantas pessoas entram na disputa.
- Lance embutido
Parte do lance sai do próprio crédito a receber, então você recebe menos dinheiro na contemplação.
Permite disputar sem desembolsar tudo do bolso, porque um percentual do lance é descontado da carta.
Num crédito de R$ 100.000 com 25% embutido, você recebe R$ 75.000 e o restante entra como lance.
Nem todo grupo permite embutido, e o limite varia conforme o regulamento.
- Lance com FGTS
Uso do saldo do FGTS como lance — válido apenas para consórcio de imóvel.
A legislação permite usar o FGTS para ofertar lance ou complementar o crédito em consórcio imobiliário.
O saque depende da aprovação da Caixa e do cumprimento das regras de uso do fundo para moradia.
- P50 (mediana)
O valor do meio: metade das assembleias observadas teve lance vencedor abaixo dele e metade acima.
Ordenando todos os lances vencedores do grupo do menor para o maior, o P50 é o que fica exatamente no meio.
É o cenário típico, não o seguro: ofertar o P50 dá aproximadamente meio a meio de chance numa assembleia comum.
Nas projeções de prazo, o P50 é o mês em que metade dos casos parecidos já havia sido contemplada.
- P80
O valor que teria vencido em 8 de cada 10 assembleias observadas — o cenário conservador.
Apenas 2 em cada 10 assembleias exigiram mais do que o P80.
É a referência para quem precisa de previsibilidade: planeje o caixa pelo P80 e trate o P50 como o cenário otimista.
Nas projeções de prazo, o P80 é o mês até o qual a grande maioria dos casos parecidos foi contemplada.
- Janela provável
Faixa de meses entre o P50 e o P80 em que a contemplação costuma acontecer. Não é uma data garantida.
Uma projeção de 7 a 19 meses significa: metade dos casos parecidos foi contemplada até o 7º mês e a grande maioria até o 19º.
Quanto menos assembleias verificadas o grupo tem, mais larga é a janela.
Nenhuma janela é promessa de contemplação — assembleias futuras podem se comportar de outra forma.
- Probabilidade acumulada
Chance de já ter sido contemplado até determinado mês, somando sorteio e lance mês a mês.
A cada assembleia existe uma chance de contemplação. A probabilidade acumulada soma essas chances ao longo do tempo.
Por isso a curva só cresce: ela responde 'até aqui, qual a chance de já ter acontecido?'.
- Confiança da estimativa
Indica quantas assembleias verificadas sustentam a projeção. Poucos dados, estimativa mais frágil.
Confiança alta significa histórico recente e consistente de comunicados oficiais daquele grupo.
Confiança baixa não invalida a projeção, mas amplia a incerteza — trate a janela como mais larga.
- Assembleia
Reunião mensal do grupo onde acontecem os sorteios e a disputa de lances.
É o evento em que as contemplações são definidas e registradas em comunicado oficial da administradora.
Todo dado do Radar vem de comunicados de assembleia verificados.
- Grupo
Conjunto de consorciados que dividem o mesmo plano, prazo e regras de contemplação.
Cada grupo tem um código na administradora, um prazo, um número de cotas e um regulamento próprio.
Comparar lances só faz sentido dentro do mesmo grupo ou entre grupos muito parecidos.
- Administradora
Empresa autorizada pelo Banco Central que organiza e administra os grupos de consórcio.
É responsável pelas assembleias, pelos comunicados oficiais e pela entrega das cartas de crédito.
Cada administradora tem regras próprias de lance, taxas e prazos.
- Taxa de administração
Percentual cobrado pela administradora, diluído nas parcelas ao longo do plano.
É o principal custo do consórcio, no lugar dos juros de um financiamento.
Aparece somada ao crédito e ao fundo de reserva no cálculo da parcela.
- Fundo de reserva
Reserva do grupo para cobrir inadimplência e imprevistos, cobrada nas parcelas.
Percentual pequeno, definido em contrato, que protege a saúde financeira do grupo.
Saldo não utilizado pode ser devolvido no encerramento do grupo.
- Tabela de venda vigente
Faixas de crédito, prazos e parcelas que a administradora está comercializando agora.
É o que está disponível para entrar hoje no grupo — muda com o tempo.
O simulador usa essa tabela para preencher crédito e prazo automaticamente.
- Carta de crédito
Valor que o consorciado recebe ao ser contemplado, para comprar o bem ou serviço.
É corrigida periodicamente conforme o índice previsto em contrato.
O uso é vinculado à finalidade do grupo (imóvel, veículo, serviços).
Nada aqui é promessa de contemplação. As estimativas do site descrevem o histórico observado dos grupos, e assembleias futuras podem se comportar de outra forma.